Em meio à crise da lata, Senado faz post sobre o que é intolerância religiosa
18/02/2026
(Foto: Reprodução) Publicação feita pelo Senado nas redes sociais
Reprodução
O Senado Federal publicou em suas redes sociais o que é intolerância religiosa segundo a lei brasileira. Poderia ser uma postagem qualquer, a não ser pelo momento.
A publicação diz que é "inviolável a liberdade de consciência e de crença" e lista quais ações se enquadram como intolerância.
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O post acontece em meio à crise da lata. Para quem não viu o carnaval, a escola Acadêmicos de Niterói homenageou Lula no desfile do RJ e incluiu uma ala com a "família em lata de conserva".
Opositores ao petistas e conservadores em geral consideraram uma ofensa ao conceito de família tradicional brasileira. Virou até trend nas redes sociais junto da acusação de intolerância religiosa.
Ala da Acadêmicos de Niterói representou famílias de valores conservadores como famílias enlatadas em conserva
Reprodução/TV Globo
O Senado diz que a postagem sobre o que configura intolerância religiosa, em meio à polêmica da lata, é uma coincidência. Ao blog, a Casa afirmou que a secretaria de comunicação "tem autonomia na comunicação institucional".
"Inclusive, esse tipo de postagem é de praxe, citando leis aprovadas e a Constituição. É uma comunicação voltada à sociedade, com o objetivo de informar o que é crime, o que é lei, etc", disse o Senado.
Questionamento na Justiça
O desfile da Niterói em homenagem ao presidente Lula foi alvo de ações na Justiça antes e depois de a escola passar pela Sapucaí.
O blog da Julia Duailibi mostrou que o irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro, apresentou duas ações judiciais em que pede providências por suposta improbidade administrativa e propaganda eleitoral antecipada.
Renato Bolsonaro afirma ainda que a escola deu tratamento jocoso a seu irmão, "caracterizando-o como um palhaço", e a famílias conservadoras de direita.
Em nota divulgada na segunda (16), a Acadêmicos de Niterói afirma ter sofrido perseguições durante a preparação do desfile e defende que a avaliação dos jurados seja "justa, técnica e transparente".